Henry Burnett (39) e Benedicto Rímola (40), organizadores do Volleyhouse, decidiram, finalmente, disputar um qualifying do circuito, no ano que vem. Para isso, vão enfrentar programas individuais de preparação física. Um diário vai contar a evolução de ambos, na busca da forma física ideal para a competição. Eles têm a pretensão de entrar em quadra dentro de três meses. Henry Burnett, que começou no volley em 82 na extinta Atlântica-Boavista, passou recentemente por um longo período impedido de jogar. Acompanhe, então, o desafio desses caras.
Semana 1: 20/11/2006 a 26/11/2006.
Bené Rímola
bene@volleyhouse.com.br
A semana começou pedindo descanso, depois da etapa de abertura do Voleyhouse 2006-2007.
Já na terça-feira, voltei a academia, após 2 meses sem malhar. Foi difícil, pois saio de forma rapidamente. Academia cheia, optei apenas por dar uma leve corrida, que mais parecia uma maratona. O gelo havia sido quebrado, mas fiquei chateado, pois ao me pesar vi que estou com 80 quilos. O peso ideal é 77Kg ou 78Kg.
Quarta-feira: pensei apenas em ir malhar de leve, mas após a malhação, resolvi correr, pois quero perder logo os 2 quilos. A corrida já foi mais agradável, mas me conformei em que esta primeira semana seria uma volta. A partir da próxima semana é que passarei a cobrar melhores resultados de mim.
Quinta-feira: Corrida novamente, mas desta vez intensificando a parte de "tiros", ou seja, explosão na corrida.
Sábado: voltei a jogar! Joguei duas partidas com o Henry e perdemos. Já era esperado, pois sabia que ficaria todo travado na volta. Me senti pesado e sem deslocamento. Mas não me desanimei. Sei que as primeiras 4 semanas serão decisivas.
Henry Burnnet
henry@volleyhouse.com.br
Quase dois anos longe das quadras longe das quadras, 93,6kg (bem longe dos habituais 75), É f...! Depois das duas cirurgias, definitivamente, eu não sou mais o mesmo. Sem poder nadar e sem academia por quase 18 meses, minha condição física está péssima, como jamais imaginei. Na semana seguinte ao torneio, duas partidas no Sábado foram suficientes pra entender que voltar a jogar é um desafio muito pior do que eu imaginava, e o sol só temperou meu sofrimento. É incrível como mente e corpo puderam se distanciar tanto. Meus reflexos se foram, assim como minha capacidade respiratória. A estranha sensação de que eu poderia jogar qualquer outra coisa, menos volleyball, invadiu minha cabeça e bloqueou tudo mais que eu poderia fazer. Começo a ver esse programa de recuperação como algo assustador. Mesmo exausto, depois de outras três desastrosas partidas no Domingo, dediquei-me a estudar exercícios hipopressivos, dos quais pretendo fazer uso durante o programa, pra fortalecer meu tronco. Preciso voltar a nadar o mais rápido possível. Mas o mais importante: tenho que domar minha mente, para não desistir disso.
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